Paciente

 

Porque você deve procurar um odontopediatra?

Em crianças, os hábitos de higiene e de cuidados com a saúde bucal devem ser introduzidos cedo, antes mesmo da erupção dos primeiros dentinhos.

As orientações de higienização da boca do bebê serão fornecidas pelo odontopediatra bem como o melhor momento para agendar a primeira consulta.

Com a erupção dos primeiros dentinhos, por volta dos 6 meses, novas orientações são importantes como o tipo de escova e pasta adequadas para cada idade, além da frequência da escovação.

Por volta dos 2 anos, a criança já tem grande parte da dentição de leite e, a presença dos molares (dentes de mastigação), acrescenta um risco a mais no desenvolvimento de cáries.

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Este é um bom momento para o odontopediatra “apresentar” a sua cadeira mágica e todas as “coisinhas engraçadas” que tem nela. Neste momento a criança já começa a se interessar pelo novo e é um ótimo momento para iniciar uma relação feliz e prazeroza entre paciente e dentista.

 

As orientações sobre alimentação adequada e hábitos de higiene agora são feitos em conjunto com a criança e os pais, e é determinada, de acordo com o risco de cárie, a regularidade das consultas de revisão.

 

A aplicação profissional de flúor também já pode ser realizada e é um ótimo recurso preventivo.

 

Por volta dos 3 anos de idade, todos os dentes de leite já estão presentes na boca e a criança deverá ser capaz de colaborar com os pais e com o odontopediatra para uma higiene bucal adequada e consultas preventivas e de aplicação de flúor.

 

Nesta idade, a escovação ainda é feita pelo responsável, mas ao final, sempre é importante a criança “brincar de escovar” os dentes. Outra maneira interessante de motivar os pequenos é permitir que eles vejam os pais escovando os dentes. Eles vão querer imitá-los!

 

Este também é um ótimo momento para ir eliminando os hábitos infantis que podem prejudicar a oclusão como a sucção de dedo, chupeta e mamadeira!

 

Dos 3 anos até aproximadamente 5 ou 6 anos, não haverá erupção ou troca dos dentes. Algumas maloclusões podem e devem ser diagnosticadas e interceptadas neste período como os casos de mordidas cruzadas e abertas.

 

Além disso, algumas maloclusões também podem ser prevenidas com aparelhos preventivos (perda de espaço para erupção de dentes permanentes em caso de perda do dente de leite por trauma ou cárie).

 

Outra avaliação importante neste período pode ser a do fonoaudiólogo. O odontopediatra, caso ache adequado, irá solicitar tal avaliação nesta fase.

 

O odontopediatra irá orientar o momento mais adequado para iniciar um tratamento interceptativo ou preventivo destas maloclusões.

 

Por que você deve procurar um ortodontista?

A oclusão adequada dos dentes é importante para a sua função de mastigar, deglutir e falar. Além disso, dentes alinhados permitem uma melhor higiene dental o que previne doenças bucais como cárie, doenças gengivais e traumas dentários.

Nos dias de hoje, a estética do sorriso é fundamental para a conquista de objetivos profissionais e pessoais além da manutenção da autoestima do indivíduo.

Antes da primeira consulta ser agendada com o ortodontista é importante buscar referências do profissional. Uma das formas confiáveis de se obter esta informação é através da site da SOB (www.sbo.org.br). Através de um sistema de busca, é possível verificar se o profissional é cadastrado na Sociedade Brasileira de Ortodontia, o que atesta que ele é especialista em Ortodontia tendo cumprido seu treinamento em curso de especialização regulamentado.

Em caso de crianças, a recomendação da Associação Americana de Ortodontia, é que elas devam ser avaliadas por um ortodontista antes dos 7 anos. Por volta dos 6 anos inicia-se a erupção dos 1. molares permanentes atrás de todos os dentes de leite e a troca dos incisivos inferiores. Este é um bom momento para uma primeira avaliação com o ortodontista que irá determinar a necessidade de tratamento imediato ou futuro.

 

O que você deve esperar da primeira consulta com o ortodontista?

Na primeira consulta, o ortodontista irá realizar uma anamnese que é composta dos dados sobre a saúde, hábitos de higiene, hábitos de alimentação e hábitos nocivos (uso de sucção de mamadeira, chupeta e dedo, roer unha, morder objetos), presença de bruxismo ou apertamento dos dentes, dor ou barulho na articulação e história familiar de maloclusões (má posição dos dentes entre si e entre as arcadas).

Após a coleta destes dados, e não menos importante que esta fase inicial é o ortodontista ouvir a sua queixa principal, ou seja, o motivo que te levou ao consultório. Nesta fase é muito importante que você detalhe tudo o que mais te incomoda, quais as suas expectativas com o tratamento e que tipo de tratamento você esta disposto a aceitar (com ou sem extrações dentárias, uso ou não de braquetes, possibilidade de cirurgia ortognática).

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Em seguida, o exame clínico irá determinar se todos os dentes e tecidos bucais estão íntegros ou se há necessidade de tratamento clínico prévio ao uso de aparelho ortodôntico e por último irá avaliar a sua oclusão e seu perfil facial para identificar se há necessidade do uso do aparelho e o momento mais adequado para iniciar o tratamento.

 

Após a coleta destes dados e uma prévia avaliação, o ortodontista poderá te dar uma idéia do tipo de tratamento que você irá precisar e quais as opções de tratamento e aparelhos disponíveis. Importante lembrar aqui que antes de determinar o plano de tratamento definitivo, haverá a necessidade da documentação ortodôntica ser realizada de forma minuciosa. Ela é composta de radiografias, fotografias, modelos de estudo e traçados cefalométricos.

 

Em caso de adultos, problemas como apinhamento (dentes tortos) quando não há desarmonia entre as bases ósseas (maxila e mandíbula) podem ser tratados com ou sem extrações dentárias dependendo do grau do apinhamento e do perfil facial.

 

Desarmonias entre as bases ósseas devem ser tratadas, dependendo da magnitude da discrepância, com camuflagem por meio de extrações ou elásticos intra-orais.

 

Em casos de grandes desarmonias entre as bases ósseas e mordidas cruzadas acentuadas, na maioria das vezes há necessidade de um tratamento combinado com a cirurgia ortognática.

 

Em caso de crianças na fase de crescimento, o ortodontista tem a possibilidade de controlar este crescimento desproporcional através de aparelhos ortopédicos que podem frear o crescimento acelerado de uma base óssea em relação a outra e correção de mordidas cruzadas expandindo a maxila.

 

Além do uso de aparelhos ortopédicos em caso de maloclusões com discrepâncias das bases ósseas, na maioria das vezes também haverá a necessidade do uso de aparelhos ortodônticos para correções de apinhamentos e diastemas (espaços entre os dentes) bem como melhorar o perfil facial.

 

O ortodontista irá determinar o momento mais oportuno para o início do tratamento corretivo. Na maioria das vezes, em crianças, ocorre no final da dentição mista (quando os últimos dentes de leite estão caindo).

 

Quais as opções de aparelhos que existem?

Entre os aparelhos disponíveis para o uso em adolescentes e adultos estão os aparelhos fixos metálicos pela frente do dente (convencional) ou por traz do dente (lingual), aparelhos autoligados (não usam aquela borrachinha para prender o fio), os aparelhos fixos estéticos em cerâmica ou resina e o aparelho Invisalign (aparelho transparente sem braquetes que pode ser removido para higiene e alimentação).

Para as crianças, além dos aparelhos ortopédicos, existem opções de aparelhos fixos metálicos, estéticos e invisalign teen. Cabe ao ortodontista, dentro das indicações de cada caso, lançar mão das opções disponíveis para atender as necessidades de cada paciente.

O ortodontista que trabalha com todos os tipos de aparelhos disponíveis no mercado poderá indicar quais os tipos de aparelho que você poderá optar para resolver a sua maloclusão.

 

Quando você deve procurar o ortodontista?

A Associação Americana de Ortodontia indica que a criança deverá receber uma avaliação ortodôntica antes dos 7 anos.

Embora o tratamento ortodôntico em crianças se inicie mais frequentemente entre 9 e 14 anos, alguns problemas ortodônticos são mais fáceis de corrigir se forem tratados precocemente. Caso haja necessidade de tratamento ortodôntico, seu ortodontista indicará o momento ideal para começar.

Uma avaliação antes dos 7 anos permite, se necessário, ao ortodontista:

  • Guiar o crescimento da mandíbula
  • Diminuir o risco de trauma nos dentes anteriores muito projetados
  • Corrigir hábitos orais deletérios
  • Melhorar a aparência e a auto-estima
  • Guiar os dentes permanentes em uma posição mais favorável
  • Melhorar o selamento labial

 

Quais os sinais que indicam que a criança tem algum problema na mordida?

Não é sempre fácil, para o leigo, determinar quando a criança tem um problema ortodôntico. Mesmo dentes que parecem bem posicionados podem esconder um problema na mordida.

Algumas pistas que podem indicar a necessidade de tratamento ortodôntico:

  • A perda precoce ou tardia dos dentes de leite
  • Dificuldade em mastigar ou morder
  • Respirar pela boca
  • Sucção do polegar
  • Apinhamento, falta de espaço ou impacção dos dentes
  • Maxila e/ou mandíbula que estão muito à frente ou para trás
  • Morder a bochecha
  • Dentes protruidos
  • Dentes superiores e inferiores que não se encontram ou ocluem de forma anormal
  • Aparência facial desarmônica
  • Ranger ou apertar dos dentes

 

O que é tratamento ortodôntico em duas fases?

O tratamento ortodôntico em duas fases deve sempre ser instituído quando o ortodontista julgar que a criança terá benefícios com esta abordagem de tratamento. Para isso, o ortodontista fará um exame clínico detalhado e estudo da documentação ortodôntica composta por modelos de estudo, fotografias, radiografias e traçados cefalométricos.

O objetivo deste tratamento é o de proporcionar um ambiente favorável para a erupção e desenvolvimento da oclusão dos dentes permanentes.

A primeira fase do tratamento é iniciada enquanto a criança ainda tem a maior parte dos dentes de leite para:

 

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  • Impedir problemas de desenvolvimento (tratamento preventivo)
  • Interceptar problemas de desenvolvimento (tratamento interceptativo)
  • Orientar o crescimento dos ossos da mandíbula e maxila que suportam os dentes (modificar o crescimento).

Caso essa primeira fase do tratamento não seja cumprida, o problema ortodôntico poderá se agravar criando um ambiente desfavorável para o crescimento e desenvolvimento dentes, gengivas, maxilares e face.

 

O tratamento será programado por estágios de desenvolvimento dentário para proporcionar o maior potencial de correção da má oclusão. A maioria dos pacientes necessitam de uma segunda fase do tratamento, muitas vezes com os aparelhos convencionais, para completar o alinhamento dos dente que foi iniciado durante a primeira fase de tratamento.

 

Ao final da primeira fase do tratamento é esperado que:

 

  • Haja uma correta relação entre as bases ósseas (maxila e mandíbula)
  • Um adequado alinhamento dos dentes anteriores para evitar traumas dentários e permitir adequada estética do sorriso e da face
  • Espaço adequado para erupção dos dentes permanentes
  • Adequadas funções de mastigação, deglutição e respiração
  • Eliminação dos hábitos de sucções de dedo, chupeta ou mamadeira.

 

Como devo higienizar meus dentes com o uso de aparelho ortodôntico?

  • Use creme dental com flúor (crianças com mais de 5 anos) e escova de dente macia e em boas condições.
  • Escove todas as partes do seu aparelho e todas as superfícies dos seus dentes – nos anteriores superiores e inferiores: frente e trás dos dentes; nos posteriores: a parte de cima (onde mastiga), lados (parte dos dentes próximas à bochecha e próxima a língua nos inferiores e a parte do lado próxima ao “céu da boca” nos superiores.
  • Escove a língua e “céu da boca”
  • Escove suas gengivas suavemente e cuidadosamente
  • Escove sempre após cada refeição e antes de dormir. Caso não possa escovar após comer, faça bochechos com água para remover o excesso de detritos.
  • Passe o fio dental uma vez ao dia à noite antes de dormir
  • Caso esteja utilizando aparelho fixo, use o passa-fio conforme orientado pelo seu ortodontista para limpar bem próximo a gengiva.
  • Uma vez por dia, à noite antes de dormir, faça o bochecho com solução de flúor indicada pelo ortodontista. Sempre prefira as infantis (em caso de crianças) e que não contenha álcool.
  • Caso haja necessidade de outros recursos auxiliares para uma melhor higienização, seu ortodontista irá indicar as escovas interdentais (para limpeza entre os brackets), soluções evidenciadoras de placa (solução que cora a placa e permite visualizar onde ainda deve ser mais escovado), escovas elétricas ou jatos de água (permitem uma higiene mais eficiente).

Lembre-se sempre:

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  • Quando você faz uso de aparelho fixo, as escovas se desgastam rapidamente e devem ser trocadas assim que apresentarem sinais de desgaste.
  • Uma boa maneira de saber se está escovando corretamente é se seu aparelho está com uma aparência limpa e brilhante e pode-se ver as bordas dos bracket com clareza.
  • Após a escovação, em um lugar bem iluminado, inspecione os dentes e o aparelho para ter certeza que estão limpos e que não tem nada solto, quebrado ou fora do lugar.
  • Caso encontre alguma coisa errada ou machucando, entre em contato com seu ortodontista imediatamente para receber instruções ou agendar uma consulta.
  • A cera fornecida pelo ortodontista pode ser utilizada para alívio do incomodo até o momento da consulta.
  • Passar o fio dental e utilizar o passa-fio com o aparelho fixo pode não ser uma tarefa simples ou rápida. Porém, com o passar dos dias e um pouco de prática se tornará mais fácil.
  • Caso tenha dificuldade, peça ajuda ao seu responsável ou peça nova orientação ao seu ortodontista.
  • Leve com você um kit com escova, pasta e fio dental para poder realizar a sua higiene bucal mesmo que não esteja em casa.
  • Antes de dormir é hora da “faxina geral”! Então capriche na escovação, no fio dental e no bochecho! Confira no espelho se está tudo limpo ou peça ao responsável para verificar!

 

Será que meu aparelho ortodôntico está quebrado ou danificado?

A primeira coisa importante que todo paciente em uso de aparelho ortodôntico deve saber é como é o seu aparelho, quais são as partes em que ele se constitui. Isto é fundamental para o bom funcionamento e correta limpeza do aparelho bem como para detecção, pelo paciente, o mais breve possível, de alguma parte quebrada ou danificada.

O aparelho fixo convencional é composto por:

A – Ligadura – é o componente que prende ou fixa o arco ao bracket e pode ser uma elástico (colorido), um elástico em cadeia (elásticos unidos formando uma corrente que também pode ser colorido) ou um amarrilho (fio metálico fino colocado ao redor do bracket e fixado por um “nó”). Quando uma ligadura é perdida, a movimentação dentária retendida neste dente pode não ocorrer. Por este motivo, deve-se evitar o consumo de alimentos pegajosos (balas, chicletes, gomas…) que podem tirar a ligadura.

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B – Arco – O arco ou fio metálico é o componente do aparelho que gera a força necessária para que os dentes se movimentem. Está preso ao bracket pela ligadura. Caso o arco se “quebre” ou se deforme, a função dele estará prejudicada podendo não movimentar o dente ou movimentá-lo de forma indesejada. Por isso deve-se evitar ingerir alimentos duros (amendoim, pipoca, rapadura…) e morder objetos (lápis, caneta, garrafa…) que podem fraturar ou “entortar” o arco.

C – Bracket – O bracket está colado ao dente ou soldado à banda. Ele que prende o arco ao aparelho. Deve-se evitar alimentos duros que descolem o bracket do dente, por que caso isso ocorra, o dente não irá se movimentar da forma pretendida pois não receberá a força vinda do arco. Deve-se evitar alimentos pegajosos e fibrosos que ficam retidos no aparelho e dificultam a limpeza.

D- Banda metálica – A banda é um anel cimentado no dente, normalmente nos molares, que tem um bracket soldado. A função dela é sustentar o bracket nesta área onde é mais suscetível a descolagem deste acessório devido à mastigação. Deve-se evitar alimentos pegajosos para que a banda não se solte. A banda deve estar imóvel no dente. Caso note que ela esta “mole” ou solta, o ortodontista deve ser comunicado pois pode haver a formação de cárie entre o dente e a banda solta.

E – Ganchos e Elásticos intra-orais – Os ganchos para a colocação dos elásticos intra-orais podem estar fixados ao arco ou ao bracket. Eles devem estar fixos e permitindo uma adequada colocação e permanência do elástico em posição.

 

Meu aparelho esta machucando. O quê eu faço?

Em primeiro lugar é importante fazer uma inspeção detalhada no aparelho para identificar se tem alguma parte solta ou quebrada que possa estar causando o incômodo. Esta inspeção é importante para permitir uma correta comunicação com o ortodontista.

A melhor opção, nestes casos, é sempre ir ao consultório o mais breve possível para o ortodontista solucionar o problema e não causar mais danos ao aparelho e para não haver atraso no tempo do tratamento.

Caso o paciente esteja impossibilitado de comparecer ao consultório por qualquer motivo, o ortodontista poderá fornecer instruções para resolver temporariamente o problema e minimizar o desconforto do paciente.

Possíveis causas de dor ou incômodo:

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Alimentos retidos entre os dentes e o aparelho – deve-se utilizar o fio dental com auxílio do passa-fio ou a escova interdental para auxiliar na remoção do alimento impactado.

A – Ligadura solta – quando um elástico ou amarrilho se solta pode gerar um incômodo na região. Nos casos dos elásticos coloridos colocados ao redor do bracket, quando eles se soltam e permanecem viáveis, podem ser recolocado pelo paciente ou responsável com auxílio de um palito ou pinça. Caso tenha dificuldade, evite mastigar próximo a esta área para não soltar os eláticos vizinhos e procure agendar uma consulta próxima. Pode-se colocar uma cera de proteção prendendo o arco ao bracket na região que o elástico foi perdido. Nos casos de amarrilhos de metal, o nó pode ter mudado de posição durante uma escovação ou alimentação e estar causando desconforto. Tente esconder a pontinha do amarrilho até não encostar mais na mucosa ou colocar a cera até a próxima consulta.

B – Dor ou desconforto após ajuste do aparelho – é normal ocorrer por 1 ou 2 dias o desconforto após o ajuste de aparelho fixo ou de contenção. Neste período procure comer alimentos macios, sopas, vitaminas… Pode-se fazer bochecho com água morna com um pouco de sal ou tomar um analgésico.

C – Lesões, aftas ou machucados na mucosa oral – Nestes casos deve-se aplicar uma pomada anestésica ou cicatrizante na área afetada e, sobre o aparelho adjacente a área afetada, deve-se colocar a cera de proteção até a completa cicatrização da lesão. Para um maior conforto, pode se fazer as refeições com a cera recobrindo a área do aparelho. Não há problemas caso ocorra uma ingestão acidental da cera pois ela é inócua.

D – Arco comprido ou arco que se movimentou para fora do tubo (bracket do último dente do fundo) – Isso pode acontecer durante a alimentação ou escovação ou em virtude da própria movimentação dentária de fechamento de espaços. Pode causar irritação ou machucado da mucosa na região afetada. Dependendo da extensão do fio que esta sobrando, pode-se pedir para o responsável cortar o excesso de fio com um cortador, tesoura ou alicate afiado, sempre tendo cuidado para proteger com uma gaze ou algodão a região ao redor e remover a parte de fio cortada para não ser deglutido. Caso não seja possível cortar, coloque a cera de proteção sobre a ponta do fio e a pomada cicatrizante no local afetado.

E – Brackets, Fios ou Bandas soltas – Quando algumas das partes do aparelho se soltam, a melhor opção é removê-la da boca. O bracket estará solto se estiver “rodando” sobre o arco ou descentralizado do dente. Ele pode ser removido soltando a ligadura elástica com um palito ou pinça ou cortando o amarrilho com um alicate ou tesoura. O fio solto pode ser removido por completo (retirando os elásticos dos brackets com um palito ou pinça) ou cortando a parte solta (até o limite da parte que esta presa). A banda quando estiver “mole” significa que esta solta e deve ser removida como um anel.

 

Por que preciso usar elástico dentro da boca?

Para que a mecânica de um tratamento ortodôntico seja bem sucedida, ela depende principalmente de dois fatores: forças constantes de pressão e tensão e tempo.

Às vezes é preciso força adicional para mover dentes e maxilares em suas posições corretas. Os Elásticos Intra-orais tem a força para que isso aconteça. Mas eles não irão funcionar sem você. Para atingir o objetivo do tratamento que é o seu sorriso belo e saudável, você deve seguir criteriosamente as instruções do seu ortodontista sobre a colocação e uso dos elásticos intra-orais.

No inicio, os elástico deixarão seus dentes sensíveis ou doloridos. Isso corre porque os dentes estão se movimentando e este é justamente o nosso objetivo. Normalmente esta sensibilidade dura aproximadamente 2 dias. Caso você sinta esta sensibilidade e pare de usar o elástico, o dente irá parar de se mover e retornar a condição inicial. Então, não usar o elástico durante o período de sensibilidade só irá fazer com que o dente demore mais tempo para se mover e que você sinta a mesma sensibilidade sempre que começar a usar o elástico.

Lembre-se:
 

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Você é responsável por colocar os elásticos nos brackets, ganchos ou tubos conforme orientado todos os dias.

 

Sempre leve com você alguns elásticos de reserva para substituição em caso de arrebentarem ou se perderem.

 

Caso esqueça de usar um dia, continue usando da forma indicada. Não use em dobro.

 

Os elásticos perdem a força e assim não irão promover a pressão adequada para a movimentação requerida. Por este motivo devem ser substituídos conforme a orientação do ortodontista mesmo que não tenha arrebentado.

 

Caso tenha algum problema com a colocação dos elásticos, comunique seu ortodontista imediatamente. Não espere até a próxima consulta agendada.

 

Por que tenho que usar aparelho extra-oral?

Aparelho extra-oral é um nome genérico para um tipo de aparelho que cria forças especiais para guiar o crescimento de sua face, mandíbula e maxila. O Ortodontista também pode utilizá-los para mover os dentes para uma melhor posição ou para evitar que eles se movam inadequadamente.

Como cada maloclusão é diferente uma das outras, a quantidade de tempo que você vai precisar usar o seu aparelho extra-oral será determinado pelo seu ortodontista. Mas não se preocupe, na grande maioria das vezes, estes aparelhos serão utilizados no período que você esta em casa e durante o sono. Por este motivo, você nunca viu ninguém usando este aparelho. Na verdade, a grande maioria das crianças que usam aparelho ortodôntico utilizam este tipo de aparelho extra-oral durante algum período do tratamento.

Lembre-se:

  • Use o seu aparelho extra-oral como orientado pelo seu ortodontista. Ele só funciona se você usá-lo!

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  • Siga atentamente as instruções de seu ortodontista para usar o seu aparelho extra-oral. Fazendo isso você terminará esta parte do tratamento o mais rapidamente possível e com os melhores resultados.
  • Sempre tome cuidado ao remover o aparelho extra-oral. Siga as instruções do ortodontista para evitar danos as bochechas, lábios, rosto e olhos.
  • Remova seu aparelho extra-oral antes de correr ou praticar esportes. Acidentes podem acontecer mesmo quando você está apenas se divertindo.
  • Leve seu aparelho extra-oral para todas as consultas para ajustes e orientações de uso.
  • Siga as instruções de seu ortodontista para a limpeza do aparelho extra-oral.
  • Nos primeiros dias do uso do aparelho extra-oral seus dentes poderão ficar sensíveis. Continue usando o aparelho de acordo com as orientações do ortodontista. Caso a sensibilidade permaneça por mais de 4 dias comunique seu ortodontista.

 

O que são mini-implantes ou TADS?

Os mini-implantes ou TADs (dispositivos temporários de ancoragem) são mini-parafusos de liga de titânio que variam de 6 a 12 mm de comprimento e 1,2 a 2 mm de diâmetro. Eles são fixados temporariamente ao osso para melhorar a ancoragem ortodôntica. As ligas de titânio têm sido utilizadas por implantes dentários já a muitos anos e são totalmente biocompatíveis com o nosso corpo.

Os mini-implantes são indicados, na maioria das vezes, para auxiliar na movimentação dentária extensa ou difícil ou para diminuir o tempo de tratamento ortodôntico tornando a movimentação mais rápida e eficiente em pacientes adultos ou adolescentes com a dentição permanente.

 

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Os mini-implantes são colocados normalmente entre as raízes dos dentes, no palato “céu da boca” ou nas extremidades dos arcos.

 

A colocação do mini-implante é simples e feita sob anestesia local. Este dispositivo ficará em posição até realização do movimento desejado quando então poderá ser removido.

 

A colocação do mini-implante poderá ser feita pelo ortodontista treinado para este fim ou pelo especialista da área.

 

A higienização do mini-implante deve ser feita conforme orientação do ortodontista ou cirurgião de forma cuidadosa e criteriosa para que não haja a perda do dispositivo e ele tenha que ser recolocado.

 

Muitos tratamentos ortodônticos só são possíveis com o uso dos mini-implantes!

 

Meu tratamento ortodôntico acabou e agora, como conter?

Agora você é a pessoa responsável por manter seus dentes alinhados. Como fazer isso? Usando o aparelho de contenção como orientado pelo seu ortodontista.

Os Aparelhos de Contenção são utilizados por duas razões: permitir que os ossos se reorganizem após a movimentação dos dentes e manter os dentes na posição obtida com o tratamento. Ou seja, os Aparelhos de Contenção tem por objetivo preservar e estabilizar os resultados que você e seu ortodontista conseguiram através do seu tratamento ortodôntico.

Existem vários tipos de contenções superiores e inferiores. Seu ortodontista irá indicar e apresentar as opções dos modelos mais adequados para o seu caso.

O tempo de uso tanto dos aparelhos de contenção fixos quanto dos removíveis será determinado pelo seu ortodontista e dependerá de vários fatores como a maloclusão inicial, grau do apinhamento, tipo e padrão de crescimento dos ossos e sua idade ao final do tratamento.

Embora o tratamento ortodôntico tenha sido concluído, o crescimento e a modificação óssea continuam ocorrendo e os dentes estão fixados aos ossos. Por este motivo, se os aparelhos de contenção não forem utilizados corretamente, pode haver modificação da posição e da oclusão obtida com o tratamento ortodôntico o que se chama recidiva.

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As recidivas podem ocorrer em diferentes graus ou magnitudes. Pequenas recidivas ou pequenas modificações de posição ocorrem normalmente após a remoção do aparelho ortodôntico fixo devido à função normal de mastigar e deglutir.

 

Grandes recidivas podem ocorrer em virtude do não uso do aparelho de contenção da forma adequada e devido ao crescimento tardio das bases ósseas que está determinado geneticamente e não é possível se prever durante o tratamento.

 

A recidiva ocorre mais comumente na região dos incisivos inferiores principalmente se antes do tratamento existia grande apinhamento nesta área.

 

A movimentação dentária é um processo que ocorre ao longo da vida e é um fenômeno normal da oclusão com o passar dos anos. Muitos a consideram a “ruga” da oclusão.

 

Algumas vezes a recidiva do tratamento ortodôntico é atribuída ao dente do siso ou terceiros molares. Pesquisas sugerem que a recidiva pode ocorrer por muitos fatores, como os descritos anteriormente, e não necessariamente a presença do siso. Porém, na maioria das vezes a remoção destes dentes está indicada por razões ortodônticas e de saúde oral.

 

Lembre-se:

  • Manter os dentes alinhados agora é sua responsabilidade
  • Não se assuste caso observe pequenas alterações
  • Usar o aparelho de contenção conforme a orientação do ortodontista é a melhor forma de manter o sorriso bonito e saudável proporcionado pelo seu tratamento ortodôntico.
  • Compareça as consultas de revisão a cada 6 meses para ajuste do aparelho e avaliação do seu ortodontista.